O corpo fala... E, quando ele fala, é preciso saber como escutar.
- Guilherme Romaguera
- 13 de ago.
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de out.
Dor de cabeça que insiste em voltar.
Gastrite que piora nas semanas mais tensas. Insônia, fadiga, palpitações…
Muitas vezes, o corpo dá sinais muito antes da mente admitir que algo não vai bem.
Na psicanálise, olhamos para esses sintomas com "outros olhos" — olhos atentos e que têm ouvidos para escutar esses sintomas de maneira diferente, afinal, o corpo também é uma expressão do inconsciente.

Isso não significa que as doenças são “inventadas pela cabeça”. Muito pelo contrário. Significa que nenhum sintoma é puramente físico ou puramente emocional. Todos são sobredeterminados, ou seja: surgem a partir de múltiplas causas. E, entre elas, o emocional sempre está presente — mesmo quando não é o mais visível.
A isso chamamos psicossomática: a forma como conflitos psíquicos podem se manifestar no corpo, como sintomas reais, sentidos, doloridos, diagnosticáveis — mas que nem sempre têm explicação apenas biológica.
Não estamos dizendo que é para abandonar os remédios! Remédio é cuidado. Alivia. Trata. É necessário. Mas o problema começa quando usamos o remédio apenas para silenciar o sintoma — sem escutar o recado que ele carrega.
Eliminar o sintoma sem ouvi-lo é como matar o mensageiro sem abrir a carta.
Cada parte do corpo tem sua simbologia.
O que será que essa dor que não passa está querendo dizer?
O que você vem engolindo e fazendo doer sua garganta?
O que não foi digerido emocionalmente e está agora pesando no estômago?
O que te deixou preocupado e se transformou em aperto no peito?
O que você tem feito para assumir todas as demandas e refletiu nas suas costas?
O que está fervendo dentro de você para fazer te dar febre? O que você gostaria muito de falar, reprime tanto, mas não consegue mais segurar e parece que quer colocar para fora de qualquer maneira, como uma tosse?
A psicossomática nos convida a olhar o corpo com escuta simbólica. Porque ele fala. Na verdade, primeiro ele sussurra, depois fala, até chegar o ponto em que ele grita.
Quando o sintoma aparece, não é para nos atrapalhar — é para nos avisar que algo precisa ser ressignificado, enfrentado, curado de dentro pra fora.

A terapia é um espaço de escuta analítica onde não se ouve apenas o manifesto, se ouve também o que não é manifesto, o que está latente, o que é simbólico.
Nosso inconsciente é sábio e busca a cura. Assim, ao estar em um ambiente onde há um terapeuta/analista capaz de identificar esse conteúdo simbólico, ele vai deixar que os sintomas se manifestem para que possa ser interpretado e traduzido a fim de que haja um movimento em direção à resolução do conflito causador do sintoma.
Nas sessões, escuta-se também o corpo. Entende-se o que o sintoma tem a dizer. Dá luz à sombra onde o real incômodo estava "escondido". Propicia que o conteúdo inconsciente passe a ser consciente e, com isso, você tenha mais possibilidades de ação.
💬 Se o seu corpo tem falado com você e você ainda não entendeu o que ele está tentando dizer, talvez seja hora de ouvir com mais calma.
Agende sua sessão!
Será um prazer te auxiliar a ouvir sem ser somente com os ouvidos do corpo...
